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Sobre o Estandarte e Timbre da nossa Oficina e conceitos filósoficos aplicados, enumeramos 14 (quatorze) itens e suas respectivas descrições:

1- Flâmula na cor Azul Turquesa contendo em seu interior o nome da loja em letras brancas “A.'.R.'.L.'.S.'. VISCONDE DE MAUÁ” e sua data de filiação junto a GLESP em “11 de Novembro de 2015”. A cor Azul Turquesa, simboliza também o Rito Adonhiramita praticado pela Aug.'. Ofic.'.

Historicamente, o título da Loja: A.'.R.'.L.'.S.'. VISCONDE DE MAUÁ”foi sugestão do M.'.I.'. Amado Ir.'. Ezequias Balmat, em respeito e em preservar a memória e justa homenagem ao patrono do Or.'. de Mauá/SP, o ilustre e Amad.'. Ir.'. Irineu Evangelista de Sousa “Visconde de Mauá”. A sugestão do nome foi levado na reunião de lançamento do projeto de fundação da loja na residência do Amado Ir.'. Ezequias Balmat, no dia 25 de Abril de 2015, onde estiveram presentes 20 (vinte) irmãos fundadores , onde a escolha do nome foi acolhida e aprovada por unanimidade.

2- Coroa na cor Dourada sobreposta acima do Escudo, representando a Coroa Imperial, que em 26 de Junho 1874, através do Imperador do Brasil Dom Pedro II (Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bilbiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Gonzaga de Bragança e Bourbon) concedeu ao Amado Irmão Irineu Evangelista de Souza o título de “Visconde de Mauá”, sua última condecoração ainda em vida.

3- Jurisdicionada a G.'.L.'.E.'.S.'.P - Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo, refere-se a potência no qual a loja A.'.R.'.L.'.S.'. VISCONDE DE MAUÁ” está subordinada.

4- Rito Adonhiramita, é o rito praticado pela A.'.R.'.L.'.S.'. VISCONDE DE MAUÁ”

5- Fundo branco, contornada com frisos em Azul Marinho, orlada na parte de baixo em franjas azul turquesa. Além de representar o infinito do universo, também representa a paz, a harmonia e o equilíbrio dentro da Loja. É a representação da pureza que deve permear todas as ações dos maçons. O contraste de Branco e os frisos em Azul Marinho, traz a cores representativas do Municipio Or.'. de Mauá/SP.

6 – Em cima à legenda: ÀG.'.D.'.G.'.A.'.D.'.U.'. - Expressão máxima do Maçom para com Deus; é também uma forma de respeito a todas as religiões, visto que, a Maçonaria respeita a todas as indistintamente indiferentes do credo religioso.

7- Dois ramos de acácias em arco na cor verde, sendo um ao lado esquerdo e outra ao lado direito, representando como parte integrante da Lenda de Hiram. Acácia vem da palavra grega Akakia, que significa ao mesmo tempo, Acácia e Inocência. No grau de Mestre, o ramo da acácia está ligado à ressurreição, e foi a planta por excelência escolhida para marcar um determinado sepulcro. A sua verdura persistente simboliza a esperança na imortalidade do ser, a fecundidade dos conhecimentos adquiridos pelo trabalho e a incorruptibilidade da verdade. O ramo fixado na terra tornou-se sinal de reconhecimento dos Mestres.

8 – O formato de escudo: Arma defensiva de proteção ao corpo, usada pelos antigos. Hoje além de protegermos o corpo, mais importante ainda, é protegermos o que é Justo e Honesto, usando o Escudo da Sabedoria. Seu interior traz a cor Azul Turquesa, que além de representar o Firmamento, o Universo e sua imensidão, representa também o Rito Adonhiramita.

9 – O Pavimento Quadriculado ou Pavimento Mosaíco: Símbolo das diversidades convivendo harmoniosamente num mesmo ambiente. Com os seus quadrados brancos e pretos, lembra-nos a harmonia, que é preciso reinar na humanidade. Os quadrados negros e brancos justapostos correspondem a 2(duas) realidades: a do dia, do real; e da noite, com as suas ilusões e fantasias. Simboliza o equilíbrio dos opostos ou a justaposição dos contrários, bem como a dualidade do mundo, a luta entre o bem e o mal. Sintetiza a dialéctica, uma das 7(sete) artes liberais: toda a realidade contém o seu oposto. O negro não é considerado uma cor, mas a ausência de luz. Representa a terra, a matéria e a noite. Noutro sentido, representa o não manifestado, a substância indiferenciada e as trevas inferiores. O branco representa a unidade e é o símbolo da divindade. É o todo que é manifestado, o conjunto, a reunião de todas as cores. O branco é considerado como masculino, simbolizando o céu, e o negro é considerado como feminino, simbolizando a terra. São indissociáveis um do outro e dão, em certa medida, a imagem do andrógino. Num plano relativo, à escala humana, pode considerar-se que nada é absolutamente negro nem absolutamente branco.

10- Ilustram-se duas colunas vestibularesJ” e “B”, com estrias na cor prata e as letras “J” e “B” em dourado. As colunas são os símbolos dos limites do mundo criado, da vida e da morte, do elemento masculino e do elemento feminino, do ativo e do passivo, do mundo material e do espiritual. Simboliza ainda a força, a sustentação.

Alocada ao lado esquerdo encontra-se a Coluna “B”, desprovida de base, capitel despojado, arquitrave lisa, friso com métopas e tríglifos, e mútulos sob o frontão, apoiando em seu capitel a Esfera Terrestre com todos os meridianos e paralelos. A Esfera Terrestre simboliza as forças materiais do mundo, que os Maçons devem tentar dominar.

Alocada ao lado direito encontra-se a Coluna “J”, possui capitel ornamentado com duas volutas, arquitrave ornamentada com frisos e base simples, apoiando em seu capitel a Esfera Celeste que representa o Universo e simboliza a Cosmografia e a Astronomia, ciências muito aplicadas no cerimonial maçônico e temas de estudo indispensáveis ao Maçom.

As esferas que figuram sobre o capitel das colunas simbolizam a verdadeira ciência que o homem adquire pelo estudo e pela contemplação das maravilhas que nos oferece a Natureza e que nem todos podem compreender. Ambas representam a universilidade da maçonaria e indicam-nos que o Universo inteiro que se oferece às nossas investigações e que representam o domínio dentro do qual todos temos de trabalhar se quisermos realizar a nossa pedra cúbica.


11- O Esquadro e o Compasso na cor dourada, unidos são um dos símbolos que representam a Maçonaria. Representam a conduta Maçônica, pois todos devemos enquadrar nossas atitudes pelo quadrado da virtude, aprendermos a circunscrever nossos desejos e manter nossas paixões, dentro dos limites da humanidade.

O Esquadro resulta da união da linha vertical com a linha horizontal, é o símbolo da retidão e também da ação do Homem sobre a matéria e da ação do Homem sobre si mesmo. Significa que devemos regular a nossa conduta e as nossas ações pela linha e pela régua maçônica, pelo temor de Deus, a quem temos de prestar contas das nossas ações, palavras e pensamentos. Emite a ideia inflexível da imparcialidade e precisão de caráter. Simboliza a moralidade.

O esquadro e o compasso simbolizam também a materialidade do homem e sua espiritualidade. Representa a retidão, a integridade de caráter, limitado por duas linhas, uma na horizontal e outra na vertical. A linha horizontal representa o caminho que temos que percorrer na Terra, em nossas vidas, já a linha na vertical representa o caminho de evolução em direção ao cosmo, ao sagrado, uma evolução sem fim, eterna, que nos eleva ao infinito e a Deus.

O Compasso por sua vez representa o equilíbrio, a justiça, a vida correta, este é o símbolo do espírito, do pensamento nas diversas formas de raciocínio, e também do relativo (círculo) dependente do ponto inicial (absoluto).

Uma comparação feita ao Compasso e o Esquadro, temos no primeiro um instrumento flexível e o segundo rijo, desta maneira todo Maçom em diversos momentos de suas vidas, devem agir de forma rígida e, em outrora ser flexíveis, porém sem exasperar as ações conforme estes valiosos instrumentos, pois devem ser precisos e exatos.

12 - Com o Esquadro e o Compasso sobrepostos, encontramos figurado a letra “G” na cor dourada, o que é o mais Augusto Símbolo. A Letra “G” é a sétima letra de qualquer um dos alfabetos que utilize o grafismo árabe e apresenta diversos significados.

Geometria ou a Quinta Ciência é o fundamento da ciência positiva, simbolizando a ciência dos cálculos, aplicada à extensão, à divisão de terras, de onde surge a noção da parte que nelas a nós compete, na grande partilha da humanidade e dos direitos da terra cultivada.

OG” significa Gnose, que é o mais amplo conhecimento moral, o impulso que leva o homem a aprender sempre mais e que é o principal fator do progresso, significa também gravitação, que é a força primordial que rege o movimento e o equilíbrio da matéria, também denota a palavra geração, que é a vida que perpetua a série dos seres a Força Criadora que se acha no centro de todos e de todas as coisas.

Temos também esta na palavra Gênio, que é a inteligência humana a brilhar com seu mais vivo fulgor, também está contida no início de Grandeza, assim é o homem, na maior e mais perfeita Obra da Criação, na palavra Gimel, uma palavra hebraica, que se entende pelos deveres do homem para com Deus e seus semelhantes.

O G” é a sétima letra nos alfabetos mais comuns como citado acima, e o sete é considerado o número da perfeição, como em vários exemplos se destaca o que Deus fez o mundo em sete dias, o sete sempre é citado como o número divino.

No entanto, seguindo fielmente os estudos, o acrônimo "G" significa Geometria, tendo por base os ensinamentos da Escola de Krotona de Pitágoras, ou mesmo Gnosis (Gnose, Gnosticismo), considerando seus aspectos místico, simbólico e vivencial.

O Compasso e o Esquadro são alegorias, símbolos, mas para os Maçons são mais que apenas símbolos, representam o orgulho, o amor, a Deus, uma parte do corpo, algo gravado no coração na mente e na alma, algo que levaremos além desta vida, algo que levaremos para a eternidade.

13 e 14 – DEGRAUS E O LIVRO DA LEI - A frente do pavimento mosaíco, os degraus que dão acesso ao Trono de Salomão e sua importância consiste no aprimoramento moral do Maçom. Os degraus estão situados no Ocidente e dão acesso ao Oriente, entre a balaustrada que divide os dois pontos cardeais no eixo da Loja. O primeiro degrau representa a Força, virtude esta que está relacionada com a vontade de empreender esforços ilimitados para sairmos da inércia que nos aprisionam em um determinado ponto que nos impede o progresso. É somente através da Força que iremos efetivamente acessar ao segundo degrau, que é o Trabalho. O Trabalho aqui pode ser decifrado como o resultado da Força antes empreendida, pois é através de seus resultados que podemos afirmar que todo o tipo do mesmo enobrece o Homem. O Trabalho aqui não é exclusivamente o que nos dá “o pão nosso de cada dia”, mais também o Trabalho incessante do Maçom, que está em desbastar constantemente a sua Pedra Bruta em busca de seu aprimoramento.

Uma vez concluído este trabalho toma o Maçom conhecimento da Ciência, que é o nosso terceiro degrau em ascensão ao Trono da Sabedoria. Ciência é à base das Artes ou Ciências Liberais, decomposta e, a saber: em trívio (Gramática, Retórica e Dialética); e em quatrívio (Aritmética, Geometria, Astrologia e Música), que formam à base do desenvolvimento e consolidação do nosso atual sistema educacional.

Avançando-se no estudo e compreensão da Ciência podemos então somá-la a Virtude, que em nossa concepção é um montante de conceitos latentes no Ser Maçom. Diz-se que a Virtude é o último degrau do Ocidente pelo fato de, somente após a escalada dos demais, pode o Maçom, através da introspecção, alimentar sua alma com os conceitos aprendidos anteriormente. Sem eles não teria como se ter princípio basilares para as principais Virtudes, onde podemos destacar, dentre outras, a Lealdade, a Fidelidade, a Honestidade, a Bondade, o Desapego e o Amor, dentre outras tão necessárias para que os Irmãos vivam em União Fraternal.

Acima deste “último degrau” do Ocidente observa-se uma superfície plana, onde a denominamos como Oriente. Ao analisarmos a linha que compreende entre o último degrau do Ocidente e o primeiro degrau que dá acesso ao Trono de Salomão temos, ao centro, o Altar dos Juramentos e, sobre este, o Livro da Lei. Não foi por acaso que este foi ali introduzido.

Sua disposição atual deve nos remeter a reflexão de que nada terá real praticidade se não forem observados e cumpridos os códigos morais estabelecidos no Livro da Lei. Este cumprimento não deve aqui ser encarado como uma rigidez dogmática e inflexível. Devemos primeiro interpretar, já que a Bíblia é um livro complexo, a mensagem cifrada contida em seus infinitos ensinamentos. Há cerca de 2.000 anos, o mestre cabalista Rabi Shimon bar Yochai disse que “quem aceita o Tanach literalmente é um tolo”. Um dos problemas mais conflitantes das religiões ditas cristãs está justamente na forma como o líder destas interpretam as leis contidas em seu Livro Sagrado e, a seu “bel prazer”, conduzem o povo na ignorância e nas rédeas de um sistema intimidador e penitencial onde “deus” (com letra minúscula mesmo) castiga o homem que não dá seu dízimo em detrimento de seu crescimento espiritual e, principalmente, material. Maçonaria é tarefa de Libertação e em nada se assemelha a quaisquer sistemas escravocratas. O Livro da Lei nos serve como referência das grandes conquistas e a libertação de um povo em busca da Luz Permanente. E são estas lições e passagens que irão preparar o Maçom a ascender ao Trono de Salomão, ou o tão justamente denominado Trono da Sabedoria.

No primeiro degrau do Oriente temos a Pureza, pelo qual podemos associá-la a Fé. Só podemos cultuar a Fé quando estamos puros de todas as influências malignas, pois a Fé é um estado constante e divino de conexão com o G.'.A.'.D.'.U.'. . Ser puro é limparmos nossos corações antes de comungarmos com o Criador nossas fraquezas e sucessos, pois “até o mais puro Mel azeda em um recipiente sujo”, e é sobre estas condições que subiremos ao segundo degrau.

Chegamos então na perspectiva da Luz, onde a Esperança nos faz julgar que existe um mundo melhor que este em que nosso corpo físico veste nossas almas. Ver a Luz é abrirmos nossas mentes para um novo conceito, para uma nova fase, para um verdadeiro renascimento; tendo em vista que devemos sepultar o velho homem que vivia nas trevas da ignorância. Na maçonaria a Luz nos é dada no momento de nossa Iniciação. Mas esta só nos é revelada em um momento oportuno. Estar na Luz é rasgar definitivamente o véu que protege o Sanctum Sanctorum e ver, face a face, a Verdade.

Este último degrau, a Verdade, só poderá ser alcançado após um longo período de aprimoramento interior. Todas as escolhas deverão ser fruto de intensa meditação, para então serem refinadas. A Verdade é o nossa maior conflito, posto que existem em um único acontecimento três perspectivas da mesma. Ou seja, a versão de um lado, a versão do outro e a Verdade de fato. E é neste ponto, a Verdade absoluta, que muito de nós se julgam mais sábios, mais conhecedores, mais sagazes que os outros. Como a Maçonaria está além do que os nossos cinco sentidos possam conceber, podemos considerar que a mesma é dotada de um “sistema de autodefesa”. Este dito “sistema” expurga de seus quadros os excessos e posturas não condizentes com seus princípios, sempre praticado por àquele que não se deixa iniciar. Não adianta dissimular, pois o G.'.A.'.D.'.U.'. nos conhece na essência, forma etérea do Ser. Todos os nossos defeitos podem ser mascarados, mas ninguém consegue ser o que não é por muito tempo, e logo a Verdade vem à tona.

Deste aprendizado concluímos que a Caridade não é tão somente o que efetivamente fazemos para com os menos afortunados. A Caridade para com a Loja física também advém da Loja Celestial. Não é a nossa Oficina quem, através de um processo eleitoral, elege um irmão Mestre Maçom para o veneralato. Esta decisão não poderia ser unicamente através das falhas mãos humana, já que a figura do Venerável Mestre transcende as obrigações administrativas, tornando-se este também um líder espiritual do grupo. Uma espécie de “célula matriz” na formação do arquétipo da Loja, onde o sucesso e o fracasso do grupo dependem de sua Força, seu Trabalho, sua Ciência e sua Virtude, para que uma Sessão dedicada ao G.'.A.'.D.'.U.'. seja plena em Pureza, Luz e Verdade.

 

 

 




   
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